domingo, 28 de setembro de 2008

Talvez estejamos enganados
por mais que aquela voz que só é audível para nós - e que nem sempre ouvimos-
diz

mas vamos
em meio a seixos de folhas cortantes,
confiantes

pois não espere que eu diga aqui, arrependido "não irrompas nesses rompantes intempestuosos",
pois quando no escuro do quarto temos só como companhia nossas pupilas , oque resta na penumbra são os tons destes atos em si não explicados e que não há o que se explicar - deixemos para as escolas o teor didático.

à caneta é que devemos registrar - de preferência tinteiro ou um bom nanquim, ou um rubro intenso de manhãs insones. desta cor ofegante de mãos trêmulas e paradoxalmente firmes.

pois não há outra que imprima as frases, não há nenhuma quem defina o que disto tudo encima
senão os nossos próprios dedos arquejantes.

sábado, 27 de setembro de 2008

1991

- Vamos, meu filho, vamos almoçar, saia desse computador...

- Já vou, já vou...

- A comida vai esfriar....

"Imagina se inventarem dessas coisas portáteis, que se pode levar a qualquer lugar, a humanidade vai entrar em coma e ficar somente nisso"


2008

...

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Pensamentos picotados:

Herdade é de fato um abraço morno nesta noite .

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Assim um dia você pergunta, inesperandamente:

- Quem é você?

E você ao ouvir, ri perante à pergunta irrespondível .

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Era despir-te, desabotoar sua camisa rosa e engomada para o trabalho, enquanto folheias as páginas do teu pensamento, era o que eu fazia.
Com olhos incandescentes e boca úmida, de um sorriso quente.
Lá fora o tempo de sempre, o céu seco e sereno.
Dentro, uma tempestade elétrica, despida com um toque, seu corpo se desvendava em mim, alvo, em seu decote vislumbrava seios, pele e um feixe ofegante de ser que mordia os lábios em descompassada respiração.
Rua do Ouvidor, pôs os óculos – como fica linda com eles – cerrou a porta sem despedida e eu agradeci também em silêncio

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Seria um caso para colocar essas pequenas em minha caixa de sapato junto com figurinhas, papéis de bala, resquícios de brinquedos e papéis amarelados e falar que isso é coisa da infância, que passou?

Não, vou continuar virando meu balde e espalhando minhas coisas por aí.
Se caso invadir teu quintal e você franzir o cenho, vou pedir pra se sentar e te desafiar a construir arranha-céu, a fazer alguma poção avermelhada mágica, ser alquimista e orquestrar o sol a nascer e pôr, ou guardar um frasco de chuva de lembrança.

Minha caixa de sapato tá vazia vazia e minhas lembranças são cheias, transbordam e estragam qualquer caixa de sapato, o papelão amolece e eu tenho que guarda-las no bolso mesmo de paletó preto com risca de giz.

sábado, 20 de setembro de 2008

Lembro de um programa da Band que passava à tarde , acho que o nome era Super Market - algo do tipo, que tinham duas equipes em um supermercado. O objetivo era encher os carrinhos ao máximo, no final quem tivesse a soma dos valores destes produtos maior ganhava.

Pois bem, estamos aí com nossos carrinhos enchendo de produtos e mais produtos.

To precisando de uns bens não perecíveis e duráveis, mas tá difícil no mercado.
Pela lei da oferta e demanda só tem bens perecíveis e não duráveis.

Pois é está tudo inflacionado, não tem jeito, é uma crise mundial.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Vi salmaso e me encantei

vi ouro preto e tudo que ela possui, temporariamante e permanentemente, e pouco me contive em mim.

Misturei-me nisso tudo, pessoas, jacks e daniels , e põe música, capricha na música, daquelas que você não aguenta tirar um bocadin, precisa de encher as mãos, que nem aquele ímpeto de criança que ao beber um copão de nescau fica com um mega bigode.


(Tentei fazer o upload de um vídeo, mas está muito pesado e o blogger não digeriu bem ele, tadinho.)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Tinha acabado de desembarcar no aeroporto. Caminhava em direção à praça XV, eram umas 21 hs, eis que escuto estampidos que na minha inocente opinião eram fogos. Caminhando pela calçada tranquilo, com essa certeza, vejo um carro de polícia e na frente um outro carro em alta velocidade, o policial com meio corpo pra fora soltando azeitona.
O Rio de Janeiro é uma cidade cinematográfica...

sábado, 6 de setembro de 2008

Pockets Pensamentos

Calça jeans
Meia dúzia de cigarros
Algumas horas dormidas
Uma leve dor de cabeça
vestígios da noite passada
em minha boca

O suprimento necessário para partir.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Pablo says:
a palavra deveria ser abolida
Pablo says:
ela é tao nociva
Pablo says:
tao tendenciosa
Pablo says:
e distorce tanto
Pablo says:
oq se sente
Pablo says:
que as vzs vc passa a sentir as palavras
Pablo says:
por mais q elas no fundo soem falsas