segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Seria um caso para colocar essas pequenas em minha caixa de sapato junto com figurinhas, papéis de bala, resquícios de brinquedos e papéis amarelados e falar que isso é coisa da infância, que passou?

Não, vou continuar virando meu balde e espalhando minhas coisas por aí.
Se caso invadir teu quintal e você franzir o cenho, vou pedir pra se sentar e te desafiar a construir arranha-céu, a fazer alguma poção avermelhada mágica, ser alquimista e orquestrar o sol a nascer e pôr, ou guardar um frasco de chuva de lembrança.

Minha caixa de sapato tá vazia vazia e minhas lembranças são cheias, transbordam e estragam qualquer caixa de sapato, o papelão amolece e eu tenho que guarda-las no bolso mesmo de paletó preto com risca de giz.

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