Era despir-te, desabotoar sua camisa rosa e engomada para o trabalho, enquanto folheias as páginas do teu pensamento, era o que eu fazia.
Com olhos incandescentes e boca úmida, de um sorriso quente.
Lá fora o tempo de sempre, o céu seco e sereno.
Dentro, uma tempestade elétrica, despida com um toque, seu corpo se desvendava em mim, alvo, em seu decote vislumbrava seios, pele e um feixe ofegante de ser que mordia os lábios em descompassada respiração.
Rua do Ouvidor, pôs os óculos – como fica linda com eles – cerrou a porta sem despedida e eu agradeci também em silêncio
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