domingo, 17 de agosto de 2008

Dizem que o tempo não pára
que o cronômetro da vida não cessa

mas há momentos que tudo fica suspenso
são raros décimos de segundos
apnéia que antecede um gesto
onde o tempo se encerra em sutil paralisia
- mas estas são portas frágeis de papel
que resistem pouco -

daí, rompido o silêncio ,
o tempo soterra essa fenda
seus alicerces cedem
as paredes preenchidas
as estantes , o quarto
a casa vazia

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