domingo, 28 de setembro de 2008

Talvez estejamos enganados
por mais que aquela voz que só é audível para nós - e que nem sempre ouvimos-
diz

mas vamos
em meio a seixos de folhas cortantes,
confiantes

pois não espere que eu diga aqui, arrependido "não irrompas nesses rompantes intempestuosos",
pois quando no escuro do quarto temos só como companhia nossas pupilas , oque resta na penumbra são os tons destes atos em si não explicados e que não há o que se explicar - deixemos para as escolas o teor didático.

à caneta é que devemos registrar - de preferência tinteiro ou um bom nanquim, ou um rubro intenso de manhãs insones. desta cor ofegante de mãos trêmulas e paradoxalmente firmes.

pois não há outra que imprima as frases, não há nenhuma quem defina o que disto tudo encima
senão os nossos próprios dedos arquejantes.

Um comentário:

Natasha Pinto disse...

ultimate fight!
cadê?
heim?