quarta-feira, 9 de julho de 2008

Íamos para uma das muitas reuniões semanais, encontros com barrinhas de cereais insossas e discursos intermináveis sobre produtividade - aquela inútil produtividade que nos traz rugas.
O dia era visto apesar dos prédios, o dia era engolido pelas arestas aflitas de prédios com um acanhamento perpendicular.

- Olha que lindo...

Eu, intrigado com o comentário, perguntei:

- Lindo?

- Sim, o novo Audi.

E lá estava aquele monte de metal irrequieto, suspenso pela borracha e com círculos olímpicos em seu brazão frontal.

- É, lindo. - respondi com certo alheamento, enquando mantinha um diálogo azul e silencioso com o céu, esquendo-me ali.

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