quarta-feira, 30 de julho de 2008

As coisas deveriam ser , simplesmente.
MAs aí entra um emaranhado de receios, angústias, nostalgias vãs, pequenos cadeados enferrujados que cerram, ofuscam e trancafiam.
Se queres beber aquela bebida azul, se gostas do cheiro, pois beba!
Mas a bebida é azul, meu organismo estranhará , é temoroso, é é é é.
Assim as coisas passam ser outra coisa, um quadro abstrato com matizes de "é", de acanhados tons de " deve ser", de lívidas aquarelas de "foi e quem sabe novamente será".
E continuamos desfilando nessa escura galeria de quase-realizações, de passados empoleirados com doentia veemência: portas trancadas com todos os trincos possíveis.

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